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terça-feira, 22 de maio de 2012

Professores devem adaptar-se às novas tecnologias


A importância da internet na educação vem sido discutida em todo o mundo. Alunos de todas as idades, da educação básica aos cursos de especialização, utilizam a ferramenta para aprimorar os estudos. No ensino presencial, o aluno conta com professores que ensinam o conteúdo programático. A internet, nesse caso, atua de forma auxiliar. Os alunos buscam na rede o conteúdo que não foi totalmente compreendido, acessam sites recomendados pelos professores para educação complementar, fazem exercícios online, entre outras atividades. Já na educação a distância, por exemplo, a internet tem papel fundamental. Os alunos contam com professores que indicam o que deve ser estudado, tiram dúvidas, mas a plataforma principal de estudo é a internet.

O papel dos professores diante de um mundo onde cada vez mais a internet vem sendo usada para aprender novos conteúdos deve ser repensado. A falta de adaptação de professores às novas tecnologias e a forma como o aluno é influenciado também. O fato é que incluída ou não na aula, a internet faz parte do dia a dia dos alunos. Segundo pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil no ano passado, 64% dos docentes entrevistados acreditam que os alunos entendem mais de computador e internet do que eles próprios. A pesquisa entrevistou 1,5 mil professores e quase cinco mil alunos de 497 escolas para identificar os usos da internet na rotina do ensino público do país.

Para a coordenadora do curso de Pós-Graduação a Distância em Educação Profissional do wPós, Suzana de Assis, a internet pode ter papel fundamental na formação de alunos, desde que utilizada de maneira intencional e correta, com informação qualificada. "É preciso que tenhamos clareza de que o uso de ferramentas tecnológicas tem sido cada vez mais comum na vida das pessoas e na da escola", comenta. Segundo ela, as ferramentas relacionadas às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) têm sido alvo de pesquisas e estudos e vêm apontando para a necessidade de aliar os instrumentos ao fazer pedagógico, pois sem tais prerrogativas as iniciativas acabam por se tornarem momentos sem capilaridade com a escola e seus objetivos educacionais.  "Atualmente a internet é um facilitador da aprendizagem, uma vez que leva o estudante a economizar seu tempo e é acessível em termos de espaço físico, com a utilização de notebooks, mobile learning e internet wireless", afirma.

Suzana opina que os professores, assim como todos profissionais atualizados e competentes,  devem dominar os recursos digitais. "Eles precisam perceber as tecnologias como ferramentas que podem ser aliadas ao sucesso do fazer pedagógico e da aprendizagem dos alunos", alerta. Contudo, para que as tecnologias façam sentido, a coordenadora acredita que os professores precisam estar em acordo com o projeto da escola, de modo que sejam propulsoras da diversificação da prática pedagógica. "Faz-se necessário investir na formação continuada dos professores e no desenvolvimento das habilidades para utilização correta das tecnologias", enfatiza.

Para que haja uma relação positiva, Suzana aconselha os professores a utilizarem a internet de modo a possibilitar uma relação interativa com o conhecimento para a dinamização do espaço e tempo de aula, agregando valor ao ensino e à aprendizagem dos alunos. Para isso, segundo ela, é necessário qualificar as informações, ou seja, aprender e ensinar a pesquisar em sites ditos confiáveis. "Por meio da internet os professores localizam sites, blogs, vídeos, entrevistas, artigos científicos e pesquisas acadêmicas. Isto significa ampliar o universo de estudos e de aprofundamento", garante.

A atualização profissional é imprescindível para o exercício da carreira de professor. Por isso, o profissional deve estar atento às novidades e oportunidades de aplicação de sua competência. O wPós oferece 36 cursos de Pós-Graduação a Distância na área de Educação, desenvolvidos com o objetivo de potencializar o conhecimento e as habilidades do professor para atuação nos processos de ensino e aprendizagem.

Postado por Larissa Alberti
http://www.wpos.com.br/blog-integra.php?id=756

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Uma professora fala

Vídeo em que a professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, fala numa audiência pública sobre educação.
Seria irresponsabilidade minha se não compartilhasse tal vídeo.
Separe poucos minutos e escute. Reflita e constate que ela fala em nome da maioria dos professores no Brasil.
Ela não aborda somente questões que interessam aos professores, como também fala pela educação vigente no nosso país.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

O PROFESSOR


O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia’.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um ‘caxias’.
Precisa faltar, é um ‘turista’.
Conversa com os outros professores, está ‘malhando’ os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a ‘língua’ do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu ‘mole’.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele! 

Jô Soares

quinta-feira, 3 de março de 2011

MEC finaliza matriz de prova nacional para professores


Amanda Cieglinski - Da Agência Brasil

Brasília – Dez meses depois do anúncio da proposta, começa a sair do papel a criação da Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente. A ideia do Ministério da Educação (MEC) é aplicar anualmente uma prova para selecionar professores interessados em trabalhar na rede pública.

Os resultados serão utilizados pelas secretarias municipais e estaduais de Educação que aderirem ao projeto. A portaria que normatiza o exame foi publicada hoje (3) no Diário Oficial da União e a matriz dos conteúdos está disponível para consulta pública na internet.

A prova será de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Inicialmente, a ideia é que ela fosse aplicada em 2011, mas a primeira edição será no ano que vem, adianta o ministro Fernando Haddad. Logo que a proposta foi lançada, entidades que representam as instituições formadoras de professores e representantes da categoria questionaram o formato e a finalidade do exame. O MEC e o Inep tiverem que sentar à mesa com essas organizações para fechar a matriz e instituir um comitê de governança que dará a palavra final sobre o documento.

“A conclusão de vários estudos é de que as provas de concurso, em geral, são mal elaboradas do ponto de vista da seleção de quem vai trabalhar em sala de aula, elas não definem claramente qual é o perfil do bom professor. Nosso trabalho agora é legitimar uma matriz de referência que possa ser usada inclusive por aqueles que  que não queiram se valer da prova nacional”, defende Haddad.

Segundo o ministro, anualmente cerca de 100 mil professores ingressam na rede pública. Ele acredita que a matriz pode servir de referência para que estados e municípios melhorem seus processos seletivos.  “Nosso papel é induzir. Esse trabalho causa impacto na qualidade dos concursos, independentemente da realização da prova nacional. Isso tem impacto para trás, na formação inicial, e para frente, na própria carreira”, diz.

Ainda não há previsão de quando a primeira edição será realizada e, segundo Haddad, não há “pressa”. As entidades deverão apresentar sugestões de alteração à matriz até o fim de março. A presidenta do Inep, Malvina Tuttmann, explica que o próximo passo é fazer uma chamada pública para especialistas em educação interessados em formar um banco de itens, já que o Inep não tem questões preparadas para avaliar esse público. “Isso já vai ocorrer paralelamente. Esses profissionais serão qualificados para fazer um exame de grande escala”, aponta.

De acordo com o documento, a prova vai avaliar o profissional a partir de três dimensões: profissão docente e cidadania, trabalho pedagógico e domínio dos conteúdos curriculares. Serão exigidos conhecimentos em temas como políticas educacionais, gestão do trabalho pedagógico, além do domínio dos conteúdos como língua portuguesa, matemática, história e artes. 



www.dzai.com.br/papodeconcurseiro/blog/papodeconcurseiro?tv_pos_id=78880

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Seis características do professor do século 21


Conheça seis profissionais que já incorporaram as qualidades do novo educador à rotina e comprovaram que se aperfeiçoar faz toda a diferença na aprendizagem da turma

1 - Ter boa formação\O mestrado é o caminho natural
"Eu me formei em Letras há 20 anos e, assim que fiquei frente a frente com os alunos, percebi que não estava preparada para tantos desafios didáticos. Logo me dei conta de que os bons educadores, aqueles que realmente fazem a turma aprender, são os que não param de estudar. Comecei procurando textos para ler por conta própria. Levava esse material para a escola e discutia sobre ele com a equipe. Isso não só me ajudou a dominar cada vez mais o conteúdo curricular como também me deu ferramentas para pensar em novas formas de abordá-lo durante as aulas. Para me aperfeiçoar ainda mais, senti que precisava voltar à universidade. Optei por cursar um mestrado em Língua Portuguesa na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Estudei a questão gramatical, o que me deu embasamento para trabalhar o tema com meus alunos de 5ª a 7ª séries. No início da carreira, eu tinha uma visão mais tradicionalista. Valorizava apenas a parte formal da gramática, acreditando que os estudantes deveriam saber de cor o que é um advérbio e um adjetivo. Quando passei a ter acesso à bibliografia sobre o tema, percebi que mais importante é eles compreenderem a função desses elementos na construção do sentido do texto. Eu também tinha uma noção simplista de certo e errado até entender a lógica dos ditos erros gramaticais dos alunos. A integração entre o mestrado e a experiência em sala de aula leva a reflexões sistemáticas que eliminam barreiras entre a teoria e a prática. Acredito que a boa formação é o caminho para a Educação pública dar um salto de qualidade. Só assim os educadores vão dominar os conteúdos, fazer um planejamento de acordo com as diretrizes da rede e a realidade dos alunos e avaliar a própria prática. Sinto cada vez mais confiança em relação a meus conhecimentos e, quanto mais estudo, mais percebo como isso é imprescindível para ensinar bem."

Mariléa Giacomini Arruda , 57 anos, professora de Língua Portuguesa na EMEF Antonio Sampaio Dória, em São Paulo, SP
2 - Usar as novas tecnologias / Um recurso a favor dos conteúdos
"Leciono Matemática há 12 anos e sempre acreditei que a tecnologia pode facilitar o ensino. Ainda hoje, no entanto, alguns educadores não se sentem capacitados para aproveitar o recurso e outros, empolgados, fazem uso dele em qualquer atividade sem planejamento. Infelizmente, em ambos os casos, saem perdendo os alunos e os próprios professores, que deixam de ter a seu favor uma ferramenta de ensino essencial. Aprendi a importância de analisar quais conteúdos podem ser ensinados com o auxílio da tecnologia. Com isso, além de aprimorar nossa prática, damos oportunidade aos estudantes de desenvolver habilidades tecnológicas básicas no mundo de hoje, como saber usar um editor de texto e uma planilha. O mestrado em uso das tecnologias, que fiz na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), me deu meios para trabalhar com mais qualidade alguns conceitos matemáticos. Com as turmas da 6ª série para as quais leciono atualmente, por exemplo, passei a usar planilhas eletrônicas no trabalho com operações e, principalmente, de tratamento da informação e porcentagem. Os alunos fazem cálculos nas planilhas e depois criam gráficos que melhor representam os resultados obtidos. Os recursos disponíveis hoje não se aplicam só à minha disciplina. Na escola em que atuo, há professores de Língua Portuguesa que conjugam o ensino de novos gêneros, como blogs e fotologs, à produção de texto. O fato é que nossos alunos são formados dentro da cultura digital e profundamente influenciados por ela. Com a democratização do uso da internet, o crescimento do número de lan houses, o barateamento dos computadores e mesmo a implantação de programas de governo destinados à informatização das escolas, não há por que trabalhar usando somente o quadro e o giz. Cabe a nós entender como se dá esse processo e nos atualizar de forma a desafiar os estudantes."

Flaviana Meneguelli, 32 anos, professora de Matemática na Escola Básica Municipal Intendente Aricomedes da Silva, em Florianópolis, SC

3 - Atualizar-se nas novas didáticas / Um jeito de ensinar cada disciplina
"Quando assumi uma sala de aula pela primeira vez, senti dificuldade por não ter um grande domínio das didáticas. Na faculdade, procurei aprender o máximo sobre isso e, como leciono nas primeiras séries do Ensino Fundamental, tenho de me preparar em todas as áreas. O trabalho com Língua Portuguesa é estratégico nesses anos iniciais. Para dar conta disso, assim que terminei a graduação, já estava fazendo uma extensão universitária sobre práticas de leitura na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Também me aprimorei em relação à escrita num curso que abordou as situações didáticas fundamentais na alfabetização. Nunca perco as formações oferecidas pela rede e esse foi o meio de me atualizar em relação à didática da Matemática. No curso, conheci as últimas pesquisas sobre o tema, entendi como as crianças aprendem e de que forma encaminhar as atividades para facilitar a aprendizagem. Participei ainda de cursos em História, Geografia e Arte. Faz toda a diferença no dia a dia na sala de aula ter contato com as obras de autores consagrados e se aprofundar nas didáticas específicas. Para resolver outra demanda essencial - ensinar alunos com deficiência -, fiz um curso de pós-graduação em Psicopedagogia. Com as aulas, aprendi formas de interagir com eles e a identificar que atividade é mais eficaz para cada tipo de dificuldade. Invisto muito do meu tempo em todos esses cursos, mas isso acaba facilitando meu trabalho e me fornece instrumentos para enfrentar as dificuldades em sala. Hoje tomo decisões com mais segurança e, quando vejo o quanto os estudantes estão avançando, percebo que estou no caminho certo. Os resultados da Prova Brasil mostram o impacto da formação no meu trabalho: as notas da minha sala são muito maiores do que as médias nacional, estadual e municipal."

Sandra de Amorim Silva Cavalcanti, 29 anos, professora na EM Professor Aderbal Galvão e coordenadora de projetos da rede municipal do Recife, PE

4 - Trabalhar bem em equipe / Na troca de ideias, todos ganham
"Sou professora há mais de 17 anos e hoje tenho total clareza de que, conversando com os demais professores e com a orientadora pedagógica, é possível descobrir formas mais eficazes de ensinar. Na minha escola, o trabalho em equipe realmente funciona. Há mais de uma turma de crianças da Educação Infantil da mesma idade, o que permite compartilhar informações sobre um mesmo programa. Juntos, planejamos as atividades, analisamos o que funcionou ou não e pensamos no que é preciso fazer para melhorá-las. Além disso, semanalmente, me reúno com a orientadora pedagógica, que me ajuda a ver problemas nas estratégias que estou usando e me faz refletir sobre pontos importantes do desenvolvimento das crianças. O relacionamento também ocorre com os colegas que lecionam em outros níveis. Fazemos avaliações individuais dos pequenos em cada eixo curricular e registramos em que cada um precisa se desenvolver mais. No fim do semestre, essas informações são compartilhadas com o professor que vai acompanhar a turma no ano seguinte. Assim, ele fica sabendo quem é cada um, o que sabe, que dificuldades apresenta e os pontos que necessitam de atenção. Os pais são outros grandes aliados no processo de ensino e aprendizagem. Aproveitamos que eles trazem o filho e conversamos sobre a participação dele em sala. Quando a criança apresenta alguma dificuldade, logo eles são avisados para que possam acompanhar de perto. Orientamos sobre como pode ser a ajuda em casa porque, afinal, eles não são educadores e não sabem exatamente como fazer isso. Nas reuniões de pais, que são periódicas, explicamos nossa concepção de trabalho para que entendam como diferentes atividades favorecem o ensino da leitura, entre outras habilidades. Quando todos - família, professores e gestores - se envolvem, a criança sempre ganha."

Patrícia Lemes Mullin, 39 anos, professora de pré-escola na EMEI Professora Marianita de Oliveira Pereira Santos, em São José dos Campos, a 91 quilômetros de São Paulo

5 - Planejar e avaliar sempre / Observar para reorientar o trabalho
"Comecei a dar aula aos 18 anos, enquanto cursava o Magistério. Na época se falava pouco de planejamento. Avaliação era sinônimo de prova e nada mais. Foi na licenciatura em Matemática que entendi a importância de usar meios avaliativos para checar o que de verdade os alunos aprenderam e, com isso, verificar a qualidade e a consistência das estratégias de ensino para reorientar o trabalho em sala. Minha escola tem um currículo bem estruturado e sei quais são as expectativas de aprendizagem para cada conteúdo. Como leciono para o 6º ano, ter clareza do que os alunos dominam em relação ao programa do segmento anterior é fundamental para garantir que eles acompanhem o andamento das atividades. Começo sempre com uma sondagem e, com base nesse levantamento, programo maneiras de retomar o que não foi aprendido. Na hora de introduzir um conteúdo, proponho situações diversas antes de entrar na teoria propriamente dita, definindo estratégias e fórmulas e sistematizando o que vimos na prática. Durante todo o ano, vão se alternando os momentos de planejamento, as aulas e a avaliação - que não se baseia apenas em provas. Observo e registro as estratégias usadas pelos alunos, as dificuldades e os avanços deles, além de olhar os cadernos. Assim, procuro não deixar as dúvidas se acumularem e logo intervenho. Quando identifico alunos com dificuldades, me concentro em ajudá-los, enquanto quem está em dia com a matéria se ocupa de outras atividades. Trabalhos em grupo, durante as quais os colegas se ajudam, também são essenciais. Algumas vezes, como lição de casa, proponho desafios complexos para a garotada. Isso me ajuda a ver até que ponto todos entenderam o que foi visto e se conseguem usar um conhecimento em diferentes contextos. Esse é mais um jeito de aproveitar da melhor maneira o potencial da turma e tornar meu trabalho ainda mais produtivo."

Greicy Silva, 28 anos, professora de Matemática no Ciep Municipal Alexandre Bacchi, em Guaporé, a 200 quilômetros de Porto Alegre

6 - Ter atitude e postura profissionais /Todos os alunos podem aprender
"Meu primeiro trabalho na rede pública foi com turmas de 6º, 7º e 9º anos e, no início, me senti desanimado. Os alunos eram indisciplinados, não tratavam bem uns aos outros e discutiam bastante. O contexto social em que viviam era difícil e cheguei a questionar se seria mesmo possível ensinar diante dessas circunstâncias. Mas, em vez de desistir, resolvi investigar melhor o porquê da indisciplina - e isso fez toda a diferença no meu trabalho. Percebi que, ao não se sentirem ouvidos, os jovens perdiam o interesse pelas aulas. Era necessário valorizar o que eles sabiam e, sobretudo, respeitar seu cotidiano. Fiz isso, por exemplo, quando discuti a situação dos negros hoje, traçando um paralelo com as questões históricas da escravidão. Ouvi o que pensavam sobre isso: muitos citaram o preconceito como um grande problema vivido por eles. Assim, a aprendizagem do conteúdo começou a fazer sentido e eles passaram a ficar mais atentos às aulas. Ainda assim, se surgia alguma briga, eu deixava claro que, como qualquer outro lugar, a sala de aula também tem normas de convivência. Em vez de impor regras, coloquei o tema em discussão e os atritos diminuíram. O que me fez mudar a postura foi a crença de que todos, independentemente de seu histórico e comportamento, têm a capacidade e o direito de aprender e, por isso, devemos sempre esperar o melhor de cada um. Todo docente deve analisar cada caso, olhar para as dificuldades de convivência, pensar em estratégias para sanar os problemas e criar o melhor ambiente para a aprendizagem. Envolver os pais nesse processo ajuda. Deixo claro para eles que é essencial mostrar aos filhos como se importam com a vida escolar deles. O que ocorre na sala de aula é reflexo da Educação como um todo. Para discutir com colegas sobre como as políticas públicas se afastam ou se aproximam do que o docente precisa, me tornei monitor no Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Essa reflexão deveria se estender a todos nós, professores, os principais interessados, juntamente com os alunos, na melhoria da qualidade do ensino."

Leandro Pereira Matos, 26 anos, professor de História na EM União da Betânia, em Juiz de Fora, a 276 quilômetros de Belo Horizonte
(http://revistaescola.abril.com.br)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

EXAME PARA PROFESSOR ingressar na carreira de professor terá aplicação a partir do próximo ano


Portaria publicada no Diário Oficial da União, institui o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. O exame, que será realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), avaliará conhecimentos, competências e habilidades de profissionais que tenham concluído ou estejam concluindo cursos de formação inicial para a docência e que desejam ingressar na carreira do magistério. A primeira edição do exame, que é anual, se realizará em 2011.
O exame deverá subsidiar a contratação de docentes para a educação básica pelos governos estaduais e municipais. As secretarias de educação interessadas definirão a forma de utilização dos resultados do exame para fins de contratação de docentes.
A participação no exame é de caráter voluntário, mediante inscrição, e conferirá ao candidato um boletim de resultados, cujos dados somente poderão ser utilizados mediante autorização expressa do candidato.
O exame oferecerá, ainda, diagnóstico dos conhecimentos, competências e habilidades dos futuros professores para subsidiar as políticas públicas de formação continuada, e também para construir um indicador qualitativo que possa ser incorporado à avaliação de políticas públicas de formação inicial de docentes.
Assessoria de Imprensa do Inep
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[ + ] Fonte: Portal MEC