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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Boas-vindas bem planejadas

Como garantir a acolhida dos alunos nos primeiros dias de aula para estabelecer o vínculo com a escola 


Depois de planejar com a equipe gestora, os docentes e os funcionários como será o ano na sua escola, reserve um período da semana pedagógica para organizar a recepção dos alunos na primeira semana de aula. Os professores já terão informações sobre as turmas para as quais darão aulas e isso certamente ajudará nas relações que se estabelecerão no início do ano letivo. Com todo o grupo, pense nos detalhes que farão com que os alunos se sintam acolhidos e formem (ou fortaleçam) os laços afetivos com a escola - condição importante para que a aprendizagem aconteça. A seguir, uma pauta para você discutir com a equipe:
1. Organização das salas
Antes de os alunos chegarem, combine com professores e funcionários a maneira como a sala de aula deve estar organizada. No primeiro dia, as formações circulares facilitam a integração e por isso são mais indicadas do que fileiras (que não favorecem a socialização). Nas salas da Educação Infantil, aconselha-se a organizar cantos de brincadeiras (veja exemplos no vídeo Ateliê de Entrada) - para ajudar a entreter as crianças antes que a turma esteja completa e também já iniciando um processo de socialização e aprendizagem. A coordenação pedagógica, junto com os professores de cada turma, poderá decidir quais cantos são mais interessantes para as diversas faixas etárias.

2. Recepção
Decidam em conjunto o local em que cada um receberá os alunos. A sugestão é que a equipe gestora fique no portão para cumprimentar não somente as crianças e os jovens mas também os pais que costumam acompanhar os filhos à escola. Os professores podem esperar pelos alunos na porta da sala de aula. Combine com os funcionários de apoio que eles se posicionem nos corredores e em locais em que possam ajudar a informar a localização de cada classe ou ainda orientar sobre o caminho para os banheiros, o bebedouro etc. e outras dúvidas que os estudantes possam ter.

3. Apresentação em sala de aula
Reflita com os professores sobre a importância de apresentar os novos alunos aos demais antes do início dos trabalhos. Peça aos docentes que estimulem a criança a falar um pouco sobre ele mesmo, seu histórico e sua relação com os estudos. Depois, todos podem contar o que fizeram durante as férias. Os professores podem contribuir dando ideias para organizar esse momento e apresentar maneiras de fazer isso. Exemplos: cada aluno pode contar sobre algo que aprendeu nas férias, um lugar que visitou, uma história que leu ou assistiu. Entre os mais velhos, também é interessante falar dos planos que têm para o ano, o que pode incluir um curso ou uma atividade extra ou estudar para o vestibular.

4. Tutoria dos veteranos
É comum que os alunos novos demorem um pouco para se enturmar com um grupo já formado. Para facilitar esse período, adote um sistema de tutoria em que um colega da turma que já estuda na escola há mais tempo mostre ao novato todos os departamentos, o acompanhe e oriente em relação aos procedimentos da escola e tire suas dúvidas. Esse acompanhamento pode variar de uma semana a um mês. Algumas escolas marcam o início das aulas para os novatos um ou dois dias depois do início oficial das aulas. Nesses dias, o professor dá informações sobre o novo colega que vai chegar (nome, de onde ele vem, o que fazem os pais etc.) e escolhe o aluno que fará a tutoria. Em instituições em que há grêmio estudantil, essa recepção pode ser feita por um membro da entidade.

5. Primeiro contato com cada setor
Reforce também a importância dos funcionários de apoio e administrativos serem receptivos com todos e especialmente solícitos com quem ainda não conhece as dependências e rotina da unidade. Estude a hipótese de a classe do primeiro ano - em que todos devem ser novos - fazer uma excursão pela escola com paradas em cada setor para que um responsável da área explique o funcionamento da cantina, da biblioteca, da secretaria, etc. Algumas escolas marcam o início das aulas em dias diferentes para cada três ou quatro turmas para que todos os funcionários deem atenção a chegada de todos.

6. Aulas inaugurais diferenciadas
As primeiras aulas devem apresentar os conteúdos que serão trabalhados durante um período (bimestre, trimestre ou semestre), de acordo com o que foi planejado na semana pedagógica. Uma maneira de apresentar os projetos que serão desenvolvidos é mostrar à turma os trabalhos feitos sobre o tema em anos anteriores. Ao coordenador pedagógico, cabe orientar os professores para que façam uma avaliação inicial antes de introduzir cada conteúdo. As perguntas, quando bem elaboradas, além de dar uma noção precisa do que cada aluno sabe sobre o tema e de que ponto os professores podem avançar, servem para despertar a curiosidade e dar uma prévia do que as crianças aprenderão durante o projeto.

7. Regras bem compreendidas
Decida com a equipe, também no final da semana pedagógica, quem apresentará o estatuto da escola - e como - e em que momentos serão feitos os combinados entre professores e alunos. O próprio diretor pode ter essa função. Para isso, ele precisará ir de sala em sala, se apresentando, dando as boas vindas e explicando algumas regras de convivência já em vigor - que devem ser transmitidas de forma que os alunos entendam porque elas existem. Uma sugestão é partir dos direitos de cada um para os deveres de todos. Por exemplo: todo estudante tem direito a material didático de qualidade, para isso cada um deve cuidar bem dos livros que usará naquele ano para que eles possam ser reutilizados no próximo. É importante gastar alguns minutos com o assunto logo nos primeiros dias de aula, antes que as situações em que caberia o uso de determinadas regras ocorram. Com as regras gerais conhecidas, cada professor pode organizar com a uma turma os combinados internos. Para isso é preciso ouvir os alunos e sistematizar as discussões, chegando a normas internas para cada grupo.

http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/boas-vindas-bem-planejadas-516543.shtml?utm_source=redesabril_fvc&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_gestao&

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Para recepcionar os alunos

O fim das férias pode significar um sacrifício para algumas crianças portanto, para auxiliar os pais e educadores nesta missão, selecionamos 5 dicas de readaptação para serem utilizadas na escola.
  1. Atividades prazerosas facilitarão que a criança retome a união com os professores e a escola novamente.O ideal é que, se estabeleça brincadeiras e práticas que tenham algum vínculo com o lar dos alunos como por exemplo, seções de cinema com pipoca suco ou refrigerante, pique-nique no play ground ou, jogos com times.
  2. Pintura e arte com o tema férias estimularão os alunos a lembrar e conversar sobre como passaram os dias em que estiveram longe da escola e dos amigos.Expressar essa experiência de forma artística promoverá a interação das crianças com a escola,  sem que se rompa de uma só vez, as lembranças  com os dias de descanso que tiveram.
  3. Programem o dia seguinte juntos, ouçam o que as crianças gostariam de fazer para que sintam-se  capazes de se divertir como nas férias, mesmo que seja por uma ou duas horas.
  4. Lanches diferentes como aqueles servidos pela mamãe ou pela vovó quando estão em casa, aproximam as crianças de seus educadores.
  5. Volte à dinâmica das aulas aos poucos, de uma maneira que a criança não os reconheça como “malfeitores” , os responsáveis pelo fim da diversão e das brincadeiras         

 Dinâmica de Recepção para Alunos - O Bicho preguiça

Essa dinâmica de grupo de recepção pode ser aplicada a alunos de qualquer idade desde que sejam alfabetizados, essa dinâmica para descontrair tem por objetivo descontrair o grupo enquanto promove a integração e apresentação dos participantes.
Procedimento: O coordenador, professor ou educador, posiciona o grupo em círculo.
Cada participante recebe o nome de um bicho, num papelzinho, e ao ouvir o nome desse bicho deve se jogar no chão, sendo segurado pelos colegas do lado.
Todos irão falando nomes de bichos, menos o seu.
Prepare os papeizinhos com antecedência, anotando em todos, o mesmo nome (ninguém deve saber o bicho do colega).
Como ninguém falará o nome do bicho, diga que você falará alguns então. Quando todos estiverem impacientes, fale o nome do bicho.
Dicas: Observar a comunicação e se os participantes estão se integrando.
Tempo de aplicação: 20 minutos
Número máximo de pessoas: 15
Número mínimo de pessoas: 2

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O que vejo e o que sinto

Objetivo: Provocar no aluno a reflexão sobre o estado de espírito dos outros por meio de hipóteses. Pensar sobre como alguém se sente é pressuposto para ações generosas.
Aplicação: Selecione em jornais e revistas, fotos de situações opostas - pessoas em um parque e em lixão, por exemplo. Prefira as que não mostrem o rosto. Peça para os alunos analisarem e descreverem o que estão vendo e pergunte como acham que essas pessoas estão se sentindo.


Jogo das cadeiras


Objetivo: Estimular o estudante a refletir sobre como agiria em situações diversas. Desafiá-lo a sustentar opiniões e expor o que pensa e sente, mesmo que isso seja constrangedor no começo. Desenvolver o autoconhecimento (ao fazer isso, ele consegue estabelecer relações com os sentimentos dos outros).
Aplicação: Posicione quatro cadeiras em torno de uma mesa.
Prepare quatro envelopes, cada um com cinco frases, que podem ser sobre atitudes.
(Quando vejo uma briga eu...) ou sentimentos (Fico triste quando...)
Numere as cadeiras de um a quatro. Cada número corresponde a um envelope.
Quem discordar dele deve se levantar, completar a frase com a sua opinião e retornar à mesa somente ao concordar com alguma afirmação, numa próxima rodada.


Equipe da Casa da Juventude Pe. Burnier CAJU, Goiânia, GO. http://www.casadajuventude.org.br/

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ÁRVORE DOS SONHOS 
 
Representar uma árvore no papel pardo ou cartolina; afixá-la no painel ou parede. Em cima da árvore, escrever uma pergunta relacionada com o assunto (pode ser sobre questões ambientais, regras de convivência, o ambiente escolar etc) que será tratado durante o bimestre, trimestre... Ex.: Como gostaríamos que fosse...?
Cada criança receberá uma "folha da árvore" para escrever seu sonho, o sonho é o que a criança espera que "aconteça de melhor" para o assunto em questão. Depois, pedir para cada criança colocar sua folha na árvore dos sonhos.
Obs: Esta atividade poderá ser retomada durante o período que for trabalhado o assunto, ou ao final do período para que haja uma reflexão sobre o que eles queriam e o que conseguiram alcançar. 

DA CONFUSÃO À ORDEM
Estas atividades são ideais para que a criança perceba a necessidade da organização para o bom desempenho das atividades. O professor pode, a partir da fala das crianças, levantar algumas regras para a organização em sala de aula.
Pedir para que as crianças, todas ao mesmo tempo, cantarem uma música para o seu companheiro do lado (esta atividade gerará um caos); depois pedir a um aluno que cante a música dela para a classe. As crianças perceberão como o caos é desagradável e como a ordem tem um sentido.
O professor poderá levantar com as crianças outras situações vividas onde a organização é essencial.

O LAGO DE LEITE
 
(Despertar no aluno o prazer do trabalho em conjunto e a importância da ação individual na contribuição com o todo.O professor poderá falar um pouco sobre o trabalho na série, para que as crianças entendam a importância do envolvimento de todos para a realização do mesmo).
Em um certo lugar no Oriente, um rei resolveu criar um lago diferente para as pessoas do seu povoado. Ele quis criar um lago de leite, então pediu para que cada um dos residentes do local levassem apenas 1 copo de leite; com a cooperação de todos, o lago seria preenchido. O rei muito entusiasmado esperou até a manhã seguinte para ver o seu lago de leite. Mas, tal foi sua surpresa no outro dia, quando viu o lago cheio de água e não de leite. Em seguida, o rei consultou o seu conselheiro que o informou que as pessoas do povoado tiveram o mesmo pensamento: "No meio de tantos copos de leite se só o meu for de água ninguém vai notar..."
Questionar com as crianças: Que valor faltou para que a idéia do rei se completasse? Após a discussão é interessante que os alunos construam algo juntos, como por exemplo: o painel da sala. A sala pode ser decorada com um recorte que, depois de picotado, forma várias pessoas de mãos dadas, como uma corrente.

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DINÂMICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL


Objetivo:

- Demonstrar alegria, carinho, afeto por estar recebendo os alunos.


Como proceder:
- Utilizar uma caixa de sapato forrada de papel, com a tampa removível, embalada por um laçõ bem largo e bonito. Dentro dessa caixa deverá ter um espelho colado no fundo.
- Ela será entregue na porta da sala de aula, ao professor, que deverá recebê-la com grande alegria.
- Depois de abrir a caixa e olhar o presente, o professor, sorridente, comenta com seus alunos:
"Criança, hoje é um dia especial para mim! Recebi um lindo presente! É um presente vivo, que vai me alegrar muito, durante este ano. Ele é muito importante, pois juntos vamos crescer e aprender muitas coisas. Vocês não podem imaginar a felicidade que sinto em recebê-lo. O que vocês acham que tem aqui nesta caixa?"
- Os alunos ficam curiosos, imaginando o que possa estar na caixa.
- O professor coloca a caixa no canto da sala, e convida cada aluno para ir olhar o presente. Pede que não comentem um com o outro sobre o que viu.
- A medida que eles abrem a tampa e olham para dentro da caixa, eles se vêem refletidos no espelho e cada um tem uma reação diferente.
- Depois que todos olharem a caixa o professor fará um comentário a respeito da alegria em que está ao receber seus alunos durante o ano. Falará que realmente eles são o presente que a escola está dando a ele naquele dia.
- Colher da classe opiniões sobre a sensação que cada um teve ao se ver refletido no espelho.

( sugestões da coleção "A maneira lúdica de ensinar", 2000).





segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sem surpresas no primeiro dia de aula

 

Encarar uma turma nova sempre dá um frio na barriga. Essa tensão diminui quando você se informa sobre quem está à sua espera.

Já imaginou chegar à escola no início do ano letivo e encontrar um grupo de crianças que só falta subir pelas paredes e ainda ouvir de uma delas que você não serve para dar aula? Ou, ao contrário, encarar uma classe vazia, sem um aluno sequer? O medo de enfrentar situações como essa deixa qualquer um ansioso, até mesmo quem tem anos de magistério. Mas o dia de conhecer os estudantes tem tudo para se tornar inesquecível — no bom sentido! E a melhor maneira de conseguir isso é descobrir tudo o que puder sobre a turma.
No Colégio Apoio, em Recife, no final do ano, os professores já sabem para quem vão lecionar. "Isso é possível porque a equipe é estável e compartilhamos as informações", explica a diretora Rejane Maia. Na rede pública, onde é grande o rodízio de educadores e estudantes, a solução é buscar no início do ano o apoio do diretor e do coordenador. Para montar as classes, eles devem reunir dados sobre os alunos.

A família é uma boa fonte

O contato com pais ou responsáveis também é rico. Em Porto Alegre, os professores de Educação Infantil sempre estão presentes na hora das matrículas. "Dessa maneira, é possível conhecer a família e obter as primeiras impressões sobre o futuro aluno", afirma Neusa Carlan, assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação.

Bem informado sobre quem você vai encontrar, fica mais fácil organizar uma recepção para a turma no primeiro dia de aula. Uma boa solução é dispor as cadeiras em círculo e convidar cada um a falar de si. Você está incluído! O momento é propício ainda para combinar as regras de convivência.

Nesse primeiro bate-papo recolha dados para seu planejamento. Se a classe for de adolescentes, você pode expor o programa da disciplina e pedir que falem sobre suas expectativas. Para que esse dia e os demais sejam produtivos, é importante que você domine os conteúdos que vai ensinar e tenha a clareza de onde quer chegar com a aprendizagem. Se precisar, recorra à coordenação, que pode auxiliar você na solução de problemas e na indicação das melhores leituras. 

Cristiane Marangon para revista Nova Escola

revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/surpresas-primeiro-dia-aula-431329.shtml

O que devo fazer no meu primeiro dia como professor?


Antes de decidir as atividades que vai desenvolver, pesquise quem são eles, a faixa de idade, seu histórico de desenvolvimento, o ano/série que vão cursar e verifique de quanto tempo dispõe.
É prudente planejar uma situação de conversas. Afinal, aula é espaço de interação, de interlocução, de diálogo. Se for possível, escolha um lugar da escola agradável para se sentarem em roda no chão.
Nesse dia, você deve se apresentar, falar sobre sua formação, onde já trabalhou, por que escolheu dar aula. Também é preciso mostrar satisfação de conhecer a turma e apresentar suas expectativas em relação ao trabalho.
É natural que todos queiram se conhecer e saber o que vão estudar. Por isso, logo em seguida, inicie a apresentação da garotada. Divida o grupo em duplas, incluindo você. Um entrevista o outro, perguntando nome, preferências musicais, literárias, hobbies, sonhos, onde mora, o que planeja para o futuro etc. e depois cada entrevistador apresenta o colega para o grupo.
Esse primeiro dia pode também ser planejado por toda a equipe escolar com atividades variadas, como uma gincana e um lanche coletivo. O importante é dar à ocasião toda a atenção que ela merece, já que se trata do primeiro de muitos outros encontros. Deixe a apresentação detalhada do conteúdo e as combinações com a turma sobre as aulas (avaliação, tarefa de casa etc.) para o segundo dia de aula.

Heloísa Ramos para a revista Nova Escola
revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/devo-fazer-meu-primeiro-dia-como-professor-611991.shtml